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SERMÃO 3

NOTAS INTRODUTÓRIAS

ESTE sermão foi pregado por Charles Wesley, perante a Universidade de Oxford. Seu biógrafo diz: “É duvidoso que qualquer sermão em inglês, ou em qualquer outra língua, tenha tido tantas edições, ou que, pelo menos, tenha feito tanto bem espiritual”. O leitor atento observará a notável semelhança ao estilo de João Wesley e, ao mesmo tempo, os vários pontos de diferenciação. Em ambos as sentenças são curtas, claras e expressas com firmeza. Não há superfluidade de palavras, nem redundâncias de qualquer espécie. João Wesley, com especialidade tornou-se notável pela simplicidade de seu falar. Ninguém, mesmo entre os incultos, pode deixar de entender o significado do que ele diz. Neste particular os dois irmãos concordavam, opondo-se ambos ao estilo literário então predominante. Linguagem afetada, introdução de palavras latinas em lugar de vocábulos ingleses, que podiam melhor expressar o pensamento; escolha de longas, difíceis e raras expressões de origem clássica, muita vez usadas em acepção diferente da que intentavam traduzir; dicção empolada e florida, recheada de muitas citações do Latim e do Grego, “duras de entender” pelo comum, — tais eram os defeitos de estilo peculiares ao século XVIII. Freqüentando as prisões, os enfermos e os pobres de Oxford, os irmãos Wesley aprenderam a evitar esse pomposo estilo de pregar e escreve. Como único motivo era fazer o bem, e fazer o bem primeiro aos mais necessitados, à pobre e negligenciada “ovelha perdida” de Israel, esse modo simples de falar e escrever lhes granjeou o favor das massas populares. Ao mesmo tempo, pela atenção— 60/61 — dada à lógica, como ciência destinada a ser estudada e praticada, os Wesley se tomaram intensamente qualificados para defenderas doutrinas que constituíam matéria de seu ensino. Neste ser mão o pregador mostra um cabedal maior de expressões poéticas do que é usual nos escritos de seu irmão. Mas as grandes verdades eram comuns a ambos: arrependimento para com Deus, fé em nosso Senhor Jesus Cristo e regeneração pelo Espírito Santo.

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ESBOÇO DO SERMÃO 3

I. Descrição dos sonolentos.

1. O estado de insensibilidade natural, trevas, paz ilusória e satisfação própria, decorrente de viciosa exterioridade, ou da errônea profissão da religião de seus pais, ou do farisaísmo ortodoxo, que tem a forma de piedade, mas nega seu poder.

2. Conquanto este estado possa ser altamente estimado pelos homens, ele é denunciado por Jesus Cristo. É um estado de morte, de insensibilidade às coisas espirituais, em que o Espírito de Deus nem conforta, nem convence de pecado.

II. A exortação reforçada.
Pelas ameaças da Palavra de Deus. Pela responsabilidade decorrente da eternidade e do juízo. Pela falta que tem a alma da comunicação do Espírito; a ausência de mudança interior e de uma boa razão para a esperança da salvação.

III. Exposição da promessa.
Deus é luz. Pela fé recebemos seu Espírito, através do qual “conhecemos as coisas que nos são livremente dadas por Deus”. Este conhecimento experimental da verdade, mediante o Espírito, é o único Cristianismo verdadeiro. Esta comunhão consciente do Espírito Santo é a doutrina da Igreja Inglesa. Lamentando a crescente iniqüidade do país e da Universidade, o pregador conclui com um solene apelo a Deus e à congregação.

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